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Edição 02Urbanismo09 de setembro de 202615 min de leitura

Atlântida não afundou, nós a estamos construindo.

Platão, cidades costeiras e a arquitetura de um mundo que insiste em lutar contra o mar

Do mito de Atlântida ao litoral de São Paulo, seguimos construindo cidades como se a natureza pudesse ser permanentemente controlada. Diante da elevação do nível do mar, talvez a questão não seja como impedir o oceano de avançar, mas onde precisamos permitir que ele avance.

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Lucas Leite

Praxis

Atlântida não afundou, nós a estamos construindo.

Há mais de dois mil anos, Platão contou a história de uma cidade que acreditava ter dominado a natureza. Atlântida era apresentada como uma potência marítima extraordinariamente rica, monumental e avançada. Em Timeu e Crítias, Platão descreve uma ilha atravessada por grandes obras hidráulicas, canais, portos, plantações e uma estrutura territorial profundamente modificada pela ação humana.[1]

Então o mar a engoliu.

Em Timeu, Platão conta que terremotos e inundações atingiram a região e que, em um único período catastrófico, Atlântida desapareceu sob as águas.[2] Não sabemos — e provavelmente nunca saberemos — se Platão preservava fragmentos de alguma memória histórica ou se construía essencialmente uma alegoria filosófica e política. Mas talvez essa nem seja a pergunta mais interessante, porque, mais de dois mil anos depois, continuamos construindo nossas próprias Atlântidas.

E algumas delas estão no litoral de São Paulo.

A cidade que queria controlar a água

A Atlântida descrita por Platão não era simplesmente uma ilha, mas uma paisagem transformada. No relato de Crítias, a cidade e sua grande planície são atravessadas por canais e estruturas hidráulicas responsáveis por conectar áreas agrícolas, cursos d'água e o oceano. A água não era apenas parte da paisagem, ela fazia parte da própria máquina urbana e sua geografia havia sido convertida em infraestrutura.[3]

Essa imagem parece estranhamente contemporânea. Durante os últimos séculos, nossas cidades foram construídas sobre uma ideia semelhante, onde a natureza deveria ser disciplinada para permitir o desenvolvimento. Rios foram retificados, manguezais aterrados, dunas removidas, várzeas ocupadas, encostas urbanizadas e praias transformadas em ativos imobiliários. A cidade moderna não apenas ocupou a natureza, mas tentou corrigir seu funcionamento para que ela se adequasse às necessidades da urbanização.

O problema é que o oceano não lê o Plano Diretor.

No Litoral Norte de São Paulo existe uma condição geográfica particularmente delicada. Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela ocupam uma estreita faixa territorial onde a Serra do Mar se aproxima dramaticamente da costa. De um lado temos o Oceano Atlântico, do outro a montanha e entre os dois a cidade.

Quando chove intensamente, a água desce da serra e, quando a maré sobe, o oceano pressiona na direção contrária. Entre ambos existe uma planície costeira atravessada por pequenas bacias hidrográficas e cada vez mais transformada pela urbanização. Essa configuração produz uma sobreposição de vulnerabilidades, com escorregamentos nas encostas, enchentes e alagamentos nas baixadas, erosão junto às praias e uma exposição progressiva à elevação do nível médio do mar.

O desastre de fevereiro de 2023 em São Sebastião demonstrou de maneira brutal uma das faces dessa geografia, contudo, esses riscos não estão distribuídos igualmente e é aqui que o problema deixa de ser apenas ambiental.

A praia nunca foi apenas uma praia

A partir da segunda metade do século XX, o Litoral Norte foi progressivamente incorporado aos circuitos imobiliários e turísticos vinculados às grandes metrópoles, processo acelerado por infraestruturas como a Rodovia Rio-Santos. Com isso, a paisagem passou a adquirir novos valores associados à vista para o mar, proximidade da praia, acesso exclusivo, condomínios fechados e residências de veraneio.

A natureza se tornou um diferencial imobiliário, mas transformar a costa em mercadoria exigiu transformar também o seu funcionamento. Restingas, dunas, manguezais, várzeas e áreas de transição ocupavam justamente alguns dos terrenos mais desejados pelo mercado, porém, aquilo que parecia um terreno vazio também fazia parte da infraestrutura natural da costa.

As dunas armazenam e movimentam areia, as restingas contribuem para estabilizar o sistema costeiro e os manguezais retêm sedimentos, reduzem a energia da água e funcionam como ambientes fundamentais de transição entre terra e mar. Quando esses sistemas desaparecem, a cidade pode até ganhar temporariamente metros quadrados comercializáveis, mas perde parte dos mecanismos que permitiam ao próprio território responder às águas.

Neil Smith descreveu como, dentro do capitalismo, aquilo que chamamos de natureza passa progressivamente a ser produzido e reorganizado pelas relações econômicas.[4] No litoral, essa transformação aparece de maneira quase literal: a praia deixa de ser apenas território e passa também a ser produto.

Quando o mar começa a cobrar a conta

Durante décadas foi possível imaginar que essa equação funcionava, contudo, agora existe uma variável impossível de ignorar: o nível médio dos oceanos está aumentando.

As sínteses do IPCC indicam que a elevação do nível do mar continuará ao longo deste século e por muito mais tempo devido à expansão térmica da água e à perda de massa das geleiras e mantos de gelo. O problema não está apenas na média, pois essa elevação aumenta também a exposição das cidades costeiras a eventos extremos associados a marés, ondas e tempestades.[5]

Alinhado a isso, reconstruções paleoclimáticas mostram que a elevação observada no século XX foi excepcional quando comparada aos séculos anteriores.[6] Novos modelos digitais de elevação também revelaram que a exposição humana às inundações costeiras havia sido subestimada em diversas regiões do planeta, porque modelos anteriores confundiam frequentemente a altitude real do terreno com copas de árvores e edificações.[7]

Ou seja, não estamos discutindo apenas uma possibilidade abstrata para um futuro distante. A transformação já começou e, com isso, surge uma pergunta: o que acontece quando o oceano avança sobre uma cidade construída justamente onde ele precisa chegar?

Nossa resposta até agora tem sido bastante previsível.

Construímos um muro.

A arquitetura da negação

Entre as diversas operações de engenharia e infraestrutura utilizadas para controlar o avanço das águas existe uma confiança quase religiosa de que sempre haverá alguma obra capaz de preservar indefinidamente a linha que desenhamos entre cidade e oceano. O raciocínio parece lógico: se a água avança, construímos alguma coisa mais resistente que a água.

Só existe um problema.

O oceano não desaparece quando encontra um muro.

A dinâmica costeira envolve circulação de água, ondas e transporte de sedimentos, portanto, interferências rígidas nesse sistema podem produzir efeitos importantes sobre as praias, incluindo alterações no balanço sedimentar, erosão localizada e transferência de impactos para outros trechos. O próprio IPCC chama atenção para os custos e possíveis efeitos de dependência associados às estruturas rígidas de defesa costeira, destacando a necessidade de combinar estratégias e evitar aquilo que pode se transformar em maladaptação.[8]

Com isso, sempre que tentamos remediar a situação através de uma nova intervenção sem alterar a lógica de ocupação daquele território, criamos a necessidade de continuar intervindo. A costa passa a depender cada vez mais de infraestruturas construídas justamente para defendê-la de um funcionamento natural que nós mesmos decidimos que ela não poderia mais ter.

O capitalismo descobriu como lucrar com o desastre

Naomi Klein popularizou a expressão capitalismo de desastre para analisar processos nos quais crises deixam de constituir apenas momentos de ruptura e se convertem também em oportunidades para abertura de mercados, privatização e acumulação.[9]

No litoral, essa ideia produz uma contradição interessante. Primeiro transformamos ecossistemas costeiros em mercadoria, ocupamos áreas naturalmente dinâmicas e removemos sistemas que ajudavam a acomodar as águas das chuvas e ressacas. Quando os primeiros sinais de colapso aparecem, surgem novos mercados de contenção, recuperação, engenharia, consultoria e resiliência.

A crise deixa de representar apenas uma falha e pode se transformar também em oportunidade econômica.

Isso não significa que toda obra de proteção costeira seja inútil e muito menos que qualquer engenheiro projetando uma contenção esteja deliberadamente reproduzindo esse mecanismo. A questão aqui é estrutural, pois quando todo o modelo de ocupação permanece intocado e a resposta ao desastre consiste apenas em acrescentar novas camadas de infraestrutura para proteger aquilo que já foi construído, a adaptação corre o risco de se tornar uma maneira extremamente cara de adiar uma discussão muito mais simples:

deveríamos ter construído aqui?

E existe outra pergunta que talvez seja ainda mais incômoda. Quando não houver dinheiro para proteger todo mundo, quem será protegido?

O muro sempre termina em algum lugar

Imagine dois territórios diante do mesmo oceano. No primeiro existem hotéis, condomínios e imóveis de altíssimo valor. No segundo vivem muitos dos trabalhadores responsáveis por manter esses hotéis, restaurantes, condomínios, obras e serviços funcionando.

Uma grande infraestrutura de proteção custa milhões.

Onde ela será construída primeiro?

É nesse ponto que a crise climática encontra uma estrutura urbana que já era desigual. Pesquisas sobre gentrificação climática demonstram que intervenções ambientais e de adaptação podem produzir efeitos contraditórios, pois ao tornar determinados territórios mais seguros, verdes ou resilientes, elas também podem aumentar sua atratividade econômica, elevar preços e contribuir para novos processos de exclusão.[10]

Com isso, a segurança ambiental também passa a representar valor imobiliário. A mudança climática não cria sozinha a desigualdade urbana, ela encontra uma desigualdade que já existe e pode amplificar seus efeitos.

Entre o mar e a montanha

No Litoral Norte, essa contradição possui uma expressão territorial quase brutal. A proximidade com o oceano constitui um dos principais atributos de valorização imobiliária da região e, enquanto parte significativa das áreas privilegiadas da orla é apropriada por condomínios, residências de veraneio e infraestrutura turística, parcelas da população trabalhadora ocupam territórios menos valorizados e frequentemente mais vulneráveis, incluindo várzeas e encostas.

De lados opostos, o mar e a montanha comprimem o espaço disponível para essa população e, alinhado a isso, o preço da terra determina quais parcelas desse território cada classe consegue ocupar.

É nesse sentido que o conceito de fenda metabólica, desenvolvido a partir de Marx por autores como John Bellamy Foster, se torna útil.[11] De maneira simplificada, existe uma ruptura entre a dinâmica de reprodução econômica e os ciclos materiais necessários à manutenção dos ecossistemas e da própria vida. No litoral isso aparece quando o funcionamento natural da costa entra em conflito com a necessidade econômica de manter imóveis, infraestruturas e terrenos permanentemente valorizados.

A praia, que naturalmente muda de forma e posição ao longo do tempo, precisa permanecer imóvel. O condomínio precisa continuar protegido, o terreno precisa continuar valorizando e novas infraestruturas precisam garantir que aquilo que já foi construído permaneça onde está.

Mas o oceano não reconhece matrícula de imóvel e a água não sabe quanto vale o metro quadrado.

Quando eventos extremos atingem esses territórios, portanto, não estamos observando simplesmente um “desastre natural”. A chuva e a ressaca podem desencadear o desastre, mas a geografia social que determina quem está mais exposto a ele foi construída muito antes.

Talvez seja preciso parar de lutar contra o oceano

Existe outra possibilidade. Em vez de continuar perguntando como impedir que o mar avance, talvez devêssemos começar a perguntar onde precisamos permitir que ele avance.

Essa mudança parece pequena, mas na prática significa abandonar uma tradição de planejamento baseada na tentativa de tornar sistemas naturais permanentemente imóveis. Entre as alternativas estão as chamadas Soluções Baseadas na Natureza, que incluem restauração de habitats costeiros, recuperação de áreas úmidas, recomposição de sistemas vegetados e outras estratégias que utilizam processos ecológicos como parte da adaptação.

O IPCC reconhece que soluções baseadas na natureza e restauração de habitats costeiros podem contribuir para proteção, adaptação e manutenção de serviços ecossistêmicos, embora sua eficácia também dependa da magnitude futura do aquecimento global.[12]

Isso significa começar a olhar para dunas, restingas, manguezais e áreas alagáveis não como vazios esperando um empreendimento, mas como parte da infraestrutura da própria cidade. Em vez de construir uma muralha absolutamente imóvel diante de um sistema dinâmico, podemos recuperar a capacidade do território de absorver e responder às transformações.

Contudo, existe uma possibilidade ainda mais difícil de aceitar.

Recuar.

Recuar também é arquitetura

Existe um conceito no planejamento costeiro chamado managed retreat, que pode ser traduzido como recuo estratégico ou planejado. A ideia é desconfortavelmente simples: existem lugares onde talvez não seja racional continuar construindo e existem outros onde talvez seja necessário começar a remover gradualmente aquilo que já construímos.

Isso não significa abandonar cidades inteiras amanhã, mas planejar décadas à frente. Significa impedir novas ocupações em áreas cuja vulnerabilidade tende a crescer, criar faixas de amortecimento, transformar áreas extremamente expostas em parques e espaços capazes de inundar, realocar infraestruturas, recuperar ecossistemas e permitir que determinadas partes da costa voltem a responder à dinâmica das águas.

O IPCC trata proteção, acomodação e recuo como componentes possíveis de estratégias de adaptação costeira e defende abordagens capazes de combinar diferentes caminhos ao longo do tempo.[13]

Contudo, existe uma pergunta inevitável:

Quem recua?

Porque uma política de recuo também pode produzir violência. Se adaptação climática significar simplesmente remover comunidades pobres enquanto propriedades de alto valor permanecem protegidas por infraestruturas milionárias, não teremos uma adaptação justa, mas um processo de deslocamento social utilizando o clima como justificativa.

Por isso, qualquer estratégia de recuo precisa estar associada a habitação de interesse social, regularização fundiária, infraestrutura urbana, participação comunitária e garantia de permanência em territórios seguros. A questão não é simplesmente tirar pessoas do risco, mas impedir que a própria política criada para adaptar nossas cidades produza novos expulsos.

Talvez recuar não signifique simplesmente mover pessoas.

Talvez signifique começar a mover a própria cidade.

O erro de Atlântida

No relato de Platão, Atlântida não começa como uma civilização decadente. Ela começa como uma sociedade fértil, organizada, abundante e poderosa, capaz de transformar sua paisagem através de uma enorme infraestrutura. Contudo, Crítias também descreve sua transformação moral: a abundância já não basta, o poder cresce, a expansão avança e aquilo que era apresentado como uma sociedade extraordinária progressivamente se corrompe.

E então vem a água.

Talvez seja por isso que Atlântida continue reaparecendo no nosso imaginário depois de mais de dois mil anos. Não porque exista necessariamente uma cidade perdida esperando para ser encontrada no fundo do oceano, mas porque continuamos capazes de nos reconhecer nela.

Nós também movemos montanhas, aterramos manguezais, canalizamos rios, retificamos costas, construímos rodovias sobre várzeas e erguemos edifícios a poucos metros do oceano. Quando a natureza responde às transformações que impusemos sobre ela, nossa primeira reação continua sendo imaginar uma nova infraestrutura capaz de manter tudo exatamente onde está.

Existe, entretanto, uma diferença fundamental entre nós e a Atlântida de Platão: nós conseguimos observar o que está acontecendo.

Temos satélites medindo os oceanos, modelos climáticos simulando diferentes cenários, mapas identificando territórios vulneráveis, sistemas de informação geográfica capazes de cruzar renda, infraestrutura, risco e ocupação e décadas de conhecimento acumulado sobre os ecossistemas costeiros. Sabemos que a água está subindo, sabemos que determinados territórios estão vulneráveis e sabemos que algumas das nossas soluções podem apenas deslocar o problema.

Mesmo assim, continuamos construindo.

Talvez a verdadeira lição de Atlântida não seja que nenhuma civilização consegue derrotar a natureza, mas que existe algo profundamente contraditório em construir uma cidade dependendo permanentemente da destruição dos sistemas que permitem que ela exista.

Uma cidade que precisa destruir o território para continuar crescendo já começou a construir as ruínas que um dia ficarão debaixo d'água.


Fontes e referências

Atlântida

[1] PLATÃO. Crítias. O diálogo descreve a organização territorial, os anéis de água e terra e as grandes intervenções hidráulicas de Atlântida.

[2] PLATÃO. Timeu, 25c–25d. Platão descreve terremotos e inundações seguidos pelo desaparecimento de Atlântida sob o mar.

[3] PLATÃO. Crítias, especialmente a descrição da planície e de seu sistema de canais.

Mudanças climáticas e elevação do nível do mar

[5] IPCC — Intergovernmental Panel on Climate Change. Special Report on the Ocean and Cryosphere in a Changing Climate. Cambridge: Cambridge University Press, 2019.

IPCC — Intergovernmental Panel on Climate Change. Climate Change 2021: The Physical Science Basis. Cambridge: Cambridge University Press, 2021.

[6] KOPP, Robert E. et al. “Temperature-driven global sea-level variability in the Common Era”. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 113, n. 11, 2016.

HANSEN, James et al. “Ice melt, sea level rise and superstorms: evidence from paleoclimate data, climate modeling, and modern observations that 2 °C global warming could be dangerous”. Atmospheric Chemistry and Physics, v. 16, p. 3761–3812, 2016.

[7] KULP, Scott A.; STRAUSS, Benjamin H. “New elevation data triple estimates of global vulnerability to sea-level rise and coastal flooding”. Nature Communications, v. 10, 4844, 2019.

Litoral e adaptação costeira

MUEHE, Dieter. Erosão e progradação no litoral brasileiro. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2006.

SOUZA, Celia Regina de Gouveia. “Praias arenosas e erosão costeira no Estado de São Paulo: diagnósticos e mapeamento de vulnerabilidade”. Revista do Departamento de Geografia — USP, v. 22, p. 74–105, 2012.

SÃO PAULO (Estado). Instituto de Pesquisas Tecnológicas — IPT. Plano Municipal de Redução de Riscos do Município de São Sebastião. São Paulo: IPT, 2021.

[8][12][13] IPCC — Intergovernmental Panel on Climate Change. Climate Change 2022: Impacts, Adaptation and Vulnerability. O relatório discute soluções baseadas na natureza, restauração de habitats, limitações das estruturas rígidas e estratégias costeiras de proteção, acomodação e recuo.

IUCN — International Union for Conservation of Nature. IUCN Global Standard for Nature-based Solutions. Gland: IUCN, 2020.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Soluções baseadas na Natureza (SbN) para a adaptação baseada em ecossistemas. Brasília: MMA, 2022.

Cidade, natureza e capital

[4] SMITH, Neil. Desenvolvimento desigual: natureza, capital e a produção do espaço. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1988.

[11] FOSTER, John Bellamy. A ecologia de Marx: materialismo e natureza. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.

MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I: O processo de produção do capital. São Paulo: Boitempo, 2013.

LEFEBVRE, Henri. A revolução urbana. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2001.

HARVEY, David. A produção capitalista do espaço. São Paulo: Annablume, 2005.

HARVEY, David. Os limites do capital. São Paulo: Boitempo, 2013.

SWYNGEDOUW, Erik. Social Power and the Urbanization of Water: Flows of Power. Oxford: Oxford University Press, 2004.

Capitalismo de desastre, gentrificação e justiça climática

[9] KLEIN, Naomi. The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism. New York: Metropolitan Books, 2007.

[10] ANGUELOVSKI, Isabelle et al. “Why green climate adaptation can lead to climate gentrification: Implications for climate justice”. Environmental Science & Policy, v. 97, p. 93–111, 2019.

GOULD, Kenneth A.; LEWIS, Tammy L. Green Gentrification: Urban Sustainability and the Struggle for Environmental Justice. London: Routledge, 2016.

SCHLOSBERG, David. Defining Environmental Justice: Theories, Movements, and Nature. Oxford: Oxford University Press, 2007.