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Edição 06Urbanismo08 de outubro de 202614 min de leitura

Arquitetura da entrega

O aplicativo promete encurtar distâncias. A cidade ainda precisa oferecer lugar para quem as percorre.

Uma crítica à uberização e à falta de infraestrutura urbana para entregadores, com propostas de apoio público, direitos e arquitetura para quem trabalha nas ruas.

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Lucas Leite

Praxis

Arquitetura da entrega

Você abre o aplicativo, escolhe um restaurante e acompanha um ponto se movimentando no mapa. A comida está sendo preparada. O entregador chegou. O entregador está a caminho.

Tudo aparece organizado em etapas. Entre uma notificação e outra, parece que a entrega acontece quase sozinha.

Mas aquele ponto tem um corpo. Precisa ir ao banheiro, beber água, almoçar, descansar. Está atravessando uma cidade que oferece endereço para o restaurante e para o consumidor, mas frequentemente deixa quem conecta os dois esperando do lado de fora.

A entrega termina na sua porta. Para quem a realizou, começa outro percurso.

Essa diferença de perspectiva muda a maneira de olhar para a cidade. O que aparece como conveniência na tela depende de ruas, cozinhas, portarias, bicicletas, motocicletas e pessoas trabalhando. Existe uma arquitetura por trás do pedido. E boa parte dela foi organizada para fazer a mercadoria circular, sem oferecer condições equivalentes para a permanência do trabalhador.

A Ficção

Em Death Stranding, de Hideo Kojima, transportar coisas ocupa o centro da experiência. Sam atravessa um território fragmentado levando cargas entre comunidades isoladas. O jogador precisa prestar atenção ao peso, ao terreno e às condições do percurso. Uma distância pequena no mapa pode se transformar em uma travessia difícil.

O jogo também permite compartilhar estruturas. Pontes e estradas construídas por outros jogadores alteram as condições de circulação e tornam determinados trajetos menos desgastantes. A infraestrutura modifica o trabalho de quem vem depois. [1]

Essa é uma aproximação possível com a cidade real. Quando acompanhamos uma entrega pelo celular, enxergamos principalmente o destino. O jogo coloca nossa atenção no caminho e no esforço necessário para atravessá-lo.

Uma ponte não transporta a carga sozinha. Mas sua existência muda o esforço de quem transporta.

Na cidade, esse papel é desempenhado por uma quantidade enorme de decisões de projeto. A qualidade do pavimento, a continuidade de uma ciclovia, o acesso ao restaurante e a possibilidade de parar em segurança interferem no trabalho. O mapa calcula uma rota. A arquitetura estabelece as condições em que ela será percorrida.

A Realidade

Em uma reportagem da CBN, publicada em agosto de 2023, a entregadora Saionara Freitas relatou que aguardava havia cerca de meia hora em um restaurante na República, em São Paulo, e não recebeu autorização para usar o banheiro.

Na mesma reportagem, Michael Alves contou que avaliava restaurantes nas redes sociais a partir das condições oferecidas aos entregadores. A maneira como era recebido podia influenciar sua disposição para aceitar percursos mais longos. [2]

O trabalhador participa da operação econômica do restaurante. Sem ele, uma parte dos pedidos não chega ao consumidor. Mesmo assim, sua presença não necessariamente garante acesso à infraestrutura do estabelecimento.

Ele pode trabalhar para aquele lugar sem ter lugar ali.

A espera costuma ser tratada como um intervalo vazio, mas ela também faz parte da produção da entrega. O trabalhador permanece disponível, ocupa espaço e compromete seu tempo enquanto a refeição é preparada. Quando esse período se prolonga, diminui o tempo disponível para realizar outros pedidos.

Para o restaurante, pode ser um atraso na cozinha. Para o cliente, alguns minutos a mais no aplicativo. Para quem depende da quantidade de entregas, a mesma demora interfere na renda.

A desigualdade aparece nessa distribuição do tempo. Nem todos pagam da mesma forma pelos minutos que a operação consome.

A Arquitetura

Quando um restaurante amplia sua atividade de entrega, seu funcionamento espacial também muda. A cozinha passa a atender pedidos que não correspondem às mesas do salão. Embalagens, conferência, retirada e circulação de entregadores passam a exigir espaço próprio.

Nas cozinhas dedicadas à entrega, frequentemente chamadas de dark kitchens, essa relação é ainda mais evidente. O consumidor não precisa entrar no edifício. A operação depende de trabalhadores que chegam, aguardam e saem levando a produção.

Do ponto de vista arquitetônico, isso deveria alterar o programa. A área de despacho precisa se relacionar com o acesso, com a espera e com a parada dos veículos. Quando essas necessidades não são incorporadas ao projeto, acabam transferidas para a calçada.

O espaço público vira uma extensão improvisada da operação privada.

Uma fila de bicicletas na frente do restaurante não surge apenas porque alguém estacionou no lugar errado. Pode indicar que o estabelecimento aumentou sua capacidade de vender sem prever a infraestrutura necessária para retirar aquilo que vende.

O mesmo problema aparece nas portarias dos edifícios. A entrega faz parte da rotina dos moradores, mas o projeto frequentemente oferece ao trabalhador apenas a posição de quem deve aguardar junto ao portão. Sob chuva ou sol, ele depende do tempo de resposta de quem está dentro.

Controle de acesso e segurança precisam ser considerados. Isso não impede a previsão de uma espera protegida, de comunicação eficiente e de um local de parada que preserve a circulação de pedestres. O projeto precisa reconhecer que esse contato acontece todos os dias.

Uma cobertura pequena pode mudar a experiência de quem espera. Mas sua posição importa: proteger a mercadoria enquanto o trabalhador permanece exposto revela o que foi priorizado.

O tempo de quem espera

Em setembro de 2026, uma reportagem do UOL apresentou a experiência de João Victor de Sousa, entregador que trabalhava no Rio de Janeiro e em Niterói e passou uma semana realizando entregas em São Paulo.

Ele estimou que a espera pelos clientes podia consumir até uma hora e meia de seu dia no Rio. Em sua experiência paulistana, encontrou retiradas mais rápidas, mas também situações em que precisava permanecer do lado de fora, inclusive sob chuva. Trata-se de um relato individual, não de uma comparação estatística entre as cidades. Ainda assim, ele mostra como a organização da chegada interfere na jornada. [3]

A portaria também participa do tempo da entrega. A posição do interfone, a comunicação com os apartamentos e a organização da retirada podem reduzir deslocamentos e esperas. São decisões pequenas quando vistas isoladamente, mas repetidas ao longo de uma jornada.

É preciso perguntar, porém, quem se beneficia dessa eficiência.

Se cada minuto economizado se transforma apenas na exigência de realizar mais pedidos, a melhoria espacial pode aumentar a produtividade sem reduzir o desgaste. Uma cidade que facilita o percurso deveria permitir que o trabalhador recuperasse parte desse tempo para si.

O objetivo do projeto não pode terminar na velocidade de circulação da encomenda.

A cidade como local de trabalho

A narrativa das plataformas costuma apresentar o entregador como alguém que trabalha por conta própria. Ele possui a bicicleta ou a motocicleta, paga a manutenção e decide quando se conectar. Essa propriedade, porém, não significa controle sobre a operação.

A distribuição dos pedidos, as regras de acesso e os critérios que organizam a atividade permanecem nas mãos da plataforma. O trabalhador fornece meios materiais e assume despesas, mas sua possibilidade de ganhar depende de uma estrutura que não controla.

A autonomia prometida convive com uma dependência bastante concreta.

Esse modelo permite concentrar o comando e espalhar os custos. O veículo se desgasta na conta do trabalhador. A espera ocupa a calçada. O acidente pode mobilizar o atendimento público. A recuperação física acontece em casa, sustentada pelo próprio trabalhador e, muitas vezes, pelo trabalho de outras pessoas da família.

Manter alguém em condições de voltar à rua no dia seguinte também exige recursos. Alimentação, sono, cuidado e saúde fazem parte da reprodução da força de trabalho, embora não apareçam na tela do pedido.

Quando a empresa se apresenta apenas como intermediária tecnológica, essa estrutura material tende a desaparecer da narrativa. A plataforma organiza uma atividade que depende da cidade inteira, mas procura limitar sua responsabilidade ao funcionamento do aplicativo.

Sou contrário ao poder das big techs sobre esse trabalho e à uberização que transforma direitos em despesas supostamente dispensáveis. A tecnologia poderia facilitar a organização das entregas. Sua utilização para transferir riscos e reduzir proteção é uma escolha econômica, que precisa ser enfrentada com regulamentação, fiscalização e organização coletiva.

A arquitetura participa dessa discussão porque esses custos também têm endereço. Eles aparecem na calçada ocupada, no banheiro negado e no lugar improvisado para comer.

Um lugar para ficar

Em 2025, trabalhadores organizaram na região da Sé, em São Paulo, um espaço chamado Base. A iniciativa do Movimento dos Trabalhadores Sem Direitos foi viabilizada com doações e passou a oferecer condições para refeições, descanso, uso de banheiro e recarga de celulares, além de apoio jurídico e psicossocial.

Na reportagem do Metrópoles, o entregador Luiz Aguiar relacionou a importância do lugar às dificuldades de alimentação e à discriminação enfrentada durante o trabalho. [4]

A Base também permite pensar em uma função que ultrapassa o descanso individual. Trabalhadores que passam o dia dispersos podem se encontrar, conversar sobre as condições de trabalho e reconhecer problemas comuns.

Essa possibilidade tem importância política. Uma atividade organizada pelo aplicativo pode manter cada pessoa ocupada com sua própria pontuação, sua renda e seu próximo pedido. Um espaço de encontro permite discutir aquilo que não se resolve individualmente.

O apoio construído pelos próprios trabalhadores demonstra capacidade de organização. Ao mesmo tempo, expõe a ausência de uma resposta pública suficiente. A necessidade de doações para garantir condições básicas não deveria ser naturalizada como solução permanente.

O poder público

A cidade já conhece equipamentos associados a atividades que dependem da rua. Pontos de táxi reservam espaço para a espera e a operação. Pontos de ônibus organizam o embarque, ainda que muitos continuem sem abrigo adequado. Bancas de jornal foram incorporadas às calçadas porque se reconheceu que aquela atividade fazia parte da vida urbana.

O entregador também ocupa a rua diariamente. Sua permanência, entretanto, costuma ser tratada como um incômodo a administrar. A moto atrapalha, a bicicleta encostada incomoda e o grupo esperando na frente do restaurante provoca reclamações. A cidade quer receber o pedido, mas encontra dificuldade para reconhecer quem o transporta como alguém que precisa permanecer nela.

São Paulo começou a oferecer uma resposta municipal específica com o Espaço Motoboy, inaugurado em 8 de abril de 2026 pela gestão Ricardo Nunes. O equipamento fica na Rua Dr. Antonino dos Santos Rocha, 75, entre a Dr. Arnaldo e a Rebouças, na região da Paulista. [5]

A iniciativa resultou de reivindicações e negociações do SindimotoSP. O sindicato aparece como interlocutor da categoria, enquanto o projeto e a execução foram realizados por órgãos municipais. A entrega precisa ser reconhecida sem apagar a pressão dos trabalhadores que a antecedeu. [6]

Há uma distância importante entre reconhecer uma demanda e executá-la. Em maio de 2025, a Prefeitura afirmou à Folha que discutia esses espaços desde 2021. Naquele momento, a unidade Paulista–Rebouças ainda estava na modelagem da licitação, e uma segunda localização, no Brooklin, encontrava-se em estudos iniciais. [7]

Se adotarmos a cronologia apresentada pela própria administração, passaram-se aproximadamente cinco anos entre o início declarado das discussões e a primeira inauguração. Isso não significa cinco anos de construção. Significa que uma necessidade reconhecida continuou sem aquele equipamento público durante anos.

Nesse intervalo, os trabalhadores seguiram encontrando suas próprias soluções.

Na inauguração, Nunes anunciou a expectativa de entregar pelo menos outras três unidades até o fim de 2026. A meta apresentada naquele momento apontava, portanto, para ao menos quatro espaços. Até a apuração deste artigo, em 8 de outubro de 2026, foi possível confirmar documentalmente a inauguração de uma unidade desse programa municipal, na Consolação. Não foram localizados registros de entrega das outras três; como o prazo anunciado ainda não terminou, não cabe declarar a promessa descumprida. Cabe distinguir o equipamento entregue da expansão esperada. [8]

Essa contagem se refere ao programa municipal, não a todos os pontos de apoio existentes na cidade. A Base e iniciativas privadas possuem outras origens e formas de funcionamento.

O projeto municipal combina infraestrutura urbana e edificação modular: a Secretaria das Subprefeituras ficou responsável pelas redes e intervenções no terreno, enquanto a Ade Sampa assumiu o projeto, a implantação dos módulos, o mobiliário e a operação. A divisão mostra que oferecer apoio envolve tanto construir quanto manter o serviço funcionando. [8]

Uma unidade é útil para quem consegue utilizá-la. Mas sua existência não permite tratar a necessidade como resolvida. Em uma atividade espalhada pelo território, a cobertura da rede faz parte da qualidade do atendimento.

A leniência do poder público aparece quando uma condição básica permanece excepcional. Ter onde usar o banheiro ou comer durante a jornada deveria integrar o planejamento urbano. Enquanto isso depende de negociação prolongada, iniciativas isoladas e improvisação cotidiana, o custo da omissão continua sendo pago pelo trabalhador.

Estações de Apoio ao Entregador

Poderíamos chamar esses equipamentos de Estações de Apoio ao Entregador. O nome precisaria corresponder a uma rede pública, reconhecível e distribuída pelos locais onde esse trabalho acontece.

A localização seria uma decisão central. Para quem recebe por entrega, deslocar-se até um banheiro pode significar perder um pedido. Um equipamento distante do percurso tem sua utilidade reduzida, ainda que seja bem construído.

A distância também faz parte do projeto.

Essa rede poderia combinar estruturas de diferentes dimensões. Pontos menores atenderiam necessidades imediatas de banheiro, água e proteção contra o tempo. Unidades maiores incorporariam refeições, descanso, guarda de pertences e manutenção básica de bicicletas. O programa e os locais deveriam ser definidos com os trabalhadores, considerando os percursos reais e os horários de maior demanda.

O desenho precisaria organizar a relação com a rua. Acesso legível, parada segura, circulação acessível e proteção climática devem funcionar juntos. Não faria sentido melhorar a espera de uma categoria bloqueando o caminho de outra.

A manutenção seria tão importante quanto a implantação. Um banheiro fechado ou um bebedouro quebrado devolvem o trabalhador à condição que o equipamento deveria superar. É necessário prever equipe, limpeza, orçamento contínuo e meios de cobrar a qualidade do serviço.

Essa infraestrutura deve ser pública e acessível independentemente da plataforma utilizada. O direito de beber água ou descansar não pode depender da marca estampada na mochila.

Ao mesmo tempo, a provisão pública não libera restaurantes e plataformas de suas responsabilidades. Os estabelecimentos precisam incorporar a retirada e a espera ao seu funcionamento. As empresas que organizam as entregas devem responder pelas condições de trabalho que produzem.

Caso contrário, a cidade pode construir equipamentos que aliviam o sofrimento enquanto as plataformas preservam o modelo que o intensifica. O investimento público precisa ampliar direitos e vir acompanhado de exigências sobre quem lucra com a operação.

A tecnologia não decide sozinha

A existência das plataformas não torna sua forma de funcionamento inevitável. Regras podem alterar a distribuição de responsabilidades.

Em Singapura, o Platform Workers Act, com efeitos a partir de janeiro de 2025, estabeleceu proteções relacionadas a acidentes de trabalho, contribuições para o sistema de poupança social e representação dos trabalhadores de plataformas. Cada mecanismo possui condições próprias de aplicação. [9]

Isso não transforma o país em um modelo completo de justiça urbana, nem demonstra que tenha resolvido a infraestrutura de descanso dos entregadores. O exemplo interessa porque mostra que o poder público pode intervir nas relações organizadas pelas plataformas.

No Brasil, regulamentar melhor esse trabalho e oferecer apoio urbano são tarefas que precisam caminhar juntas. Um abrigo não compensa remuneração insuficiente. Direitos trabalhistas também não eliminam a necessidade de banheiro, água e descanso durante o percurso.

A entrega de comida existia antes dos aplicativos e continuaria existindo sem eles. Restaurantes já transportavam refeições, e a cidade continuaria precisando desse serviço sob vínculos de emprego protegidos, cooperativas ou outras formas de organização.

Quem realizasse a entrega precisaria do mesmo apoio material.

Defender essa infraestrutura não significa defender a uberização. Significa reconhecer que existe um trabalho necessário e que ele deve ser organizado em condições dignas. O trabalhador precisa de proteção porque trabalha, não porque uma plataforma decidiu chamá-lo de parceiro.

Em Death Stranding, construir uma estrutura altera a travessia de outras pessoas. Na cidade, também podemos tornar o percurso menos desgastante. Mas temos condições de ir além e discutir quem controla o trabalho, quem fica com seu resultado e quanto tempo de vida ele consome.

O objetivo não pode ser apenas manter o entregador em condições de continuar produzindo. Ele precisa ter condições de viver.

A pessoa que aparece como um ponto no mapa já faz parte da cidade. Falta garantir espaço, direitos e tempo para que ela possa estar nela.


Referências

[1] ELSTON, Brett. Hit the Ground Running With These Day-One Death Stranding Tips. PlayStation Blog, 7 nov. 2019. Acessar.

[2] CBN. Entregadores de aplicativo fazem como clientes e avaliam restaurantes em São Paulo. 30 ago. 2023. Acessar.

[3] UOL. Entregador grava espera por clientes e compara Rio e SP: “Perco até 1h30”. 6 set. 2026. Acessar.

[4] METRÓPOLES. Com doações, motoboys criam ponto de apoio da categoria na Sé. 26 out. 2025. Acessar.

[5] PREFEITURA DE SÃO PAULO. Prefeitura de SP inaugura primeiro Espaço Motoboy da cidade. 8 abr. 2026. Acessar.

[6] SINDIMOTOSP. Prefeitura de SP entrega 1º Espaço Motoboy com estrutura gratuita para descanso, alimentação e apoio. Abr. 2026. Acessar.

[7] PETROCILO, Carlos. Nunes copia Boulos e monta pontos de apoio para motoboys. Folha de S.Paulo, 16 maio 2025. Acessar.

[8] PREFEITURA DE SÃO PAULO. Prefeitura inaugura primeiro Espaço Motoboy da capital, com estrutura gratuita para descanso, alimentação e apoio. 8 abr. 2026. Acessar.

[9] SINGAPURA. Ministry of Manpower. Platform Workers Act. Acessar.

Apuração sobre as unidades municipais atualizada em 8 de outubro de 2026.